Os perigos das “Dietas de Verão”

Os perigos das “Dietas de Verão”

Na tentativa de dormir “com aquela barriguinha” e acordar “capa de revista”, muitas pessoas recorrem a regimes mirabolantes, que prometem a perda de peso em pouquíssimo tempo, iludida pelas “dietas de verão”, muita gente fica sem comer durante várias horas (e ás vezes dias), “alimenta-se” apenas à base de líquidos e verdes e recorre a “remédios naturais milagrosos”. No verão, as bancas de jornal são tomadas de revistas que mostram modelos com corpos maravilhosos e receitas mágicas de emagrecimento.

Pesadelo – o sonho de se tornar uma pessoa magra e saudável pode acabar virando um pesadelo. Algumas das conseqüências de dietas radicais e mal gerenciadas são tonturas, falta de resistência, anemia e até desmaios; Qualquer regime muito radical traz conseqüências negativas ao organismo. Além disso, nestes casos, é muito grande a probabilidade de as pessoas recuperarem o peso rapidamente.

Para emagrecer com saúde, é preciso buscar uma nova postura de vida, baseada em uma alimentação saudável e na prática de exercícios físicos.

Devagar e sempre – Perder peso de uma forma saudável é, assim, uma questão de tempo, disciplina, força de vontade e, é claro, acompanhamento médico, o mais adequado é que se perca entre 0,5 kg e 1 kg por semana.

Mais do que isso, a pessoa pode estar perdendo outras coisas além de gordura, como massa muscular e óssea. Uma alimentação balanceada não só evita a perda de músculos como é mais viável de se manter por períodos mais longos.

O que ocorre em geral é uma perda maior de peso no início do tratamento, quando a pessoa está muito acima do peso normal. “Mas a tendência é estabilizar em pouco tempo.

Tratamentos – A busca por uma postura de vida saudável deve nortear o dia-a-dia das pessoas. Infelizmente, a maioria acredita que dieta é um tratamento com prazo para terminar, e depois de perder alguns quilos volta a fazer tudo como era antes.

Não é apenas uma questão de “reeducação alimentar”, mas uma mudança mais profunda, que atinja os hábitos e escolhas alimentares, além do estilo de vida.- Em alguns casos, o uso de medicamentos é recomendado pelo médico para auxiliar tanto na perda quanto na manutenção do peso, tida como fundamental. Muitas vezes, após atingir ou se aproximar do peso-alvo, a pessoa relaxa e abandona o tratamento, o que pode resultar na volta dos quilos perdidos.

“Beliscadas” X pequenos lanches – Embora o tratamento da obesidade deva ser personalizado, em geral o mais correto é aliar a restrição de calorias, presentes principalmente nas gorduras, à prática de exercícios.

Os exercícios são importantes porque ajudam a trocar gordura por massa muscular,outra dica é fazer pequenos lanches – à base de frutas e barras de cereais, por exemplo – entre as refeições principais, o que estimula a chamada “termogênese pós-alimentar” e não deixa o indivíduo faminto.

O importante é não confundir “pequenos lanches” com o hábito de “beliscar” o tempo inteiro, ou seja, fazer “assaltos” à geladeira de cinco em cinco minutos.

Prevenção de doenças – Além do fator estético, que chega quase a ser uma obsessão no verão, a perda e manutenção do peso estão relacionadas diretamente à prevenção e ao tratamento de doenças.

Por exemplo, o diabetes tipo 2, cuja incidência aumenta em todo o mundo a cada ano, se desenvolve principalmente em pessoas obesas.

Além de grandes melhoras cardiovasculares, alguns quilos a menos também podem resultar em uma injeção de auto-estima, que não apresenta nenhuma contra-indicação para a saúde psicológica das pessoas.

Dr. Amélio Godoy Matos
IEDE – Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia do Rio de Janeiro