Álcool e academia: desvendamos os principais mitos para você

Álcool e academia: desvendamos os principais mitos para você

Férias, datas festivas e até fins de semana podem ser uma tentação para chutar o balde. Porém, o equilíbrio é a chave para o sucesso em todas as facetas da vida, sejam profissionais ou pessoais. Sabe-se, por exemplo, que álcool e academia não combinam. No entanto, para muitas pessoas, tomar uma cervejinha faz parte da vida social e se forçar a abrir mão desse prazer poderia ser mais prejudicial do que benéfico. É aí que entra a tão importante moderação.

Neste post, veja como é possível treinar de maneira eficiente e, de vez em quando, brindar com os amigos sem comprometer seus resultados.

Confira alguns dilemas sobre a combinação de álcool e academia:
Limite seguro
Segundo médicos, o álcool é uma droga psicoativa cuja ingestão é tóxica. No entanto, para adultos sem nenhum histórico de doença, o consumo moderado desse carboidrato pode ser, eventualmente, benéfico.

Para homens, o limite equivale a duas taças de vinho, uma lata de cerveja ou uma dose de destilado por dia. Acima disso, pode ser um fator de risco para doenças crônicas, bem como o alcoolismo. Para mulheres, por conta do metabolismo diferente, essas quantidades já são consideradas altas.

Porém, é importante ressaltar que, no caso de pessoas que treinam, o tal limite seguro deve ser reservado a situações esporádicas — jamais diariamente —, pois o álcool não faz parte de uma rotina alimentar adequada à malhação.

Desidratação
A ingestão de bebidas alcoólicas leva à desidratação, pois os rins precisam filtrar um grande volume de água para quebrar as moléculas de álcool.

Por isso, ainda que tenha efeito diurético, não é a bebida que está sendo eliminada a cada ida ao banheiro, mas sim sais minerais, como o cálcio, essencial para a saúde da massa óssea. Para amenizar o problema, é importante revezar o consumo de álcool com bons goles de água.

Do contrário, o impacto da desidratação é sentido na academia. Como os músculos são compostos por até 70% de água, os ganhos que poderiam ser obtidos no treino acabam comprometidos.

Cerveja versus drinks
Do ponto de vista nutricional, existe uma grande diferença entre o consumo de fermentados, como cerveja e vinho, e de destilados, como vodca, cachaça e saquê usados em drinks — o que explica as variações nos limites considerados seguros.

O problema é quando a cervejinha excede uma latinha e, muitas vezes, aparece acompanhada de um tira-gosto frito e hipercalórico.

Para atenuar o efeito negativo do álcool sobre a síntese proteica, prefira combiná-la a uma proteína assada, como tirinhas de filé mignon.

Fadiga excessiva
Ter motivação e força de vontade é essencial para encaixar a malhação na sua rotina. Porém, o consumo desmedido de álcool faz com que o corpo esgote suas fontes de energia para se recuperar.

Após uma noite de bebedeira, o sono ruim impossibilita o descanso de qualidade. Além de impedir que os músculos se regenerem e se desenvolvam, a fadiga prejudica a performance nos próximos treinos — às vezes, por mais de 48 horas.

Isso sem falar no fato de que muitas pessoas usam a ressaca como desculpa para não ir à academia, pois se sentem, além de mais estressadas, indispostas. Nesse quesito, álcool e academia, definitivamente podem prejudicar o seu treino!

Acúmulo de gordura
Bebidas alcoólicas são bastante calóricas e, portanto, engordativas. Cada grama de álcool tem 7 calorias, perdendo apenas para as gorduras, com 9 calorias por grama.

Mas, diferentemente das gorduras boas (encontradas nas oleaginosas, no azeite de oliva, no salmão etc.), as calorias do álcool não trazem nada de nutritivo para o organismo.

Além disso, atrapalham o Ciclo de Krebs — que queima a reserva de gordura ao usá-la como energia para a realização das atividades na academia —, pois em vez de usar os nutrientes dos alimentos, o corpo prioriza o álcool como fonte energética.

Uma vez no fígado, a bebida se torna uma substância tóxica (acetaldeído), que gera alterações metabólicas e leva ao acúmulo de gordura no órgão.

Daí decorrem problemas como a dificuldade para eliminar toxinas e a diminuição da capacidade de absorver vitaminas e minerais.

Álcool e academia
Com exceção de atletas profissionais, não é necessário cortar totalmente o consumo de álcool por causa da academia. No entanto, é essencial aprender a beber socialmente e com moderação.

O momento da ingestão do álcool também deve ser considerado, porque consumi-lo algumas horas após os exercícios atrapalha a recuperação muscular, caracterizando-se como um dos principais erros na alimentação pós-treino.

Além disso, assim como é importante se hidratar e se alimentar muito bem no dia a dia, com água em abundância, proteínas magras, carboidratos integrais, vitaminas e minerais, a atenção à dieta deve ser mantida na ocasião em que for beber.

Como mostrado, álcool e academia não são uma combinação proibida, mas seu consumo deve ser restrito a ocasiões especiais e sempre com moderação. Com isso, pode-se treinar de maneira eficiente e alcançar os resultados desejados sem precisar recusar os convites para sair e ganhar fama de antissocial.

Se você tem amigos que também buscam um corpo saudável, mas têm dúvidas sobre como preservar a vida social, ajude-os compartilhando o post em suas redes sociais!